1 de set de 2015

Lápis de cor – Dr. Jekyll + BIC Evolution


Sejam bem vindos!

Já falei sobre os lápis de cor da  BIC Evolution no post anterior, neste vou mostrá-los em ação.

Nos últimos dias, venho enfrentando um bloqueio criativo bem chato. Tudo que desenho não está bom e quando fica aceitável, não gosto da finalização e acabo jogando o desenho fora.

Para quem me acompanha no Instagram, sabe o caminho que escolhi para enfrentar esse desafio: desenhar coisas que não tenho costume, utilizando o mínimo de ferramentas possíveis.

Vocês devem estar se perguntando por que estou falando sobre isso nessa postagem? 

Bom, o tutorial que vocês acompanharam a seguir foi feito justamente nesse período e só agora deu tempo de preparar as imagens e os textos para a postagem. Peço um pouco de paciência a vocês, o desenho surgiu na cabeça depois de assistir à série Penny Dreadful e não acho que ficou muito bom. Naquele momento não havia outra opção, então utilizei ele assim mesmo.

Outro incômodo, tirei menos fotos do processo do que deveria e no fim, apesar de achar que o desenho ficou aceitável (para as condições em que foi feito), não fiquei cem por cento feliz com o resultado.

Utilizei papel Canson 200g | Desenho - Com textura especial para materiais secos. – Esse papel é o ponto chave desta postagem, ele consegue retirar do lápis resultados de textura fantásticos, mesmo quando o lápis não é muito macio.

Esboço
Lineart e os primeiros testes de cor.

1ª regra – Comecei a colorir com as cores mais claras. Como nessas fotos ainda não havia dado nome aos lápis, informo que utilizei azul claro no reflexo de luz do rosto e amarelo ouro com preto preto nos olhos.


O certo seria colorir o cabelo de preto (pelo que se conhece da personagem), contudo tinha 24 opções de cor e nunca havia colorido nada com magenta ou rosa, então resolvi experimentar essas cores nos pelos.
Na boca, inseri as primeiras camadas de amarelo e vermelho escuro e nos dentes, utilizei cinza.
Na pupila, trabalhei os tons de azul e no rosto, reforcei os reflexos de luz com verde-água.


Reforcei as cores do cabelo com amarelo médio, rosa escuro, lilás, vermelho escuro, marrom e preto.


Na imagem acima e à esquerda, podemos ver a primeira parte da pele que foi finalizada (o nariz), inclusive com os reflexos de luz esverdeadas. Aproveitei e finalizei a boca, também com os reflexos de luz.


Daqui em diante, tive a ideia de colocar nome nos lápis para facilitar a identificação da cor. As fotos geralmente não são muito fieis a cor real, acho que assim ficou mais fácil saber qual cor foi utilizada.

2 regra - Deixe a área de luz intensa reservada. Observem que apesar de colorir toda a área do chapéu, as áreas de luz receberam poucas camadas de cor.


Para obter tons mais escuros, utilizei esse lápis dermatográfico da Sharpie – Peel-Off China Marker | Black Noir. Quando comprei esse lápis, procurava um da Mitsubishi mas não encontrei – possuo um lápis branco da Mitsubishi é ele é muito bom. Por fim, acabei comprando esse da Sharpie e fico feliz por isso. O lápis é muito macio, extremamente preto e ótimo para escurecer áreas coloridas com lápis de cor.


Nas imagens acima, vocês podem observar que reforcei as cores do bigode com os mesmos lápis que utilizei no cabelo.  Terminei de colorir o chapéu e a outra parte do rosto, além de finalizar o charuto. – Desculpem pela variação de cor das fotos, foram feitas em horários e em locais com opções de luz diferentes.


Na imagem acima, vocês podem observar as cores que foram utilizadas para a finalização do fundo.


E acima, a imagem finalizada com a aplicação de todas as cores. Não demonstrei, mas a luz que a brasa do charuto reflete foi feita antes da finalização da barba, depois reforcei para que ficasse mais viva.

Foto de todos os lápis de cor (exceto o branco) com os nomes que dei para eles.

3ª Regra - Nem sempre é preciso utilizar força pra fazer com que uma cor fique intensa, trabalhe com rachuras (ranhuras) e camadas de cor para obter o melhor dos seus lápis de cor. Observe a seguir, alguns exemplos de técnicas para colorir com lápis de cor.

Exemplo de rachura (ranhura) digital. Você pode obter diversas
tonalidades com o mesmo lápis, utilizando apenas traços com ângulos
e com proximidades diferentes.

Com o lápis inclinado, em um ângulo de 45º graus, você pode utilizar a ponta para obter traços finos e intensos.

Friccionando a lateral da mina do lápis de cor,  segurando o lápis quase deitado sobre a folha (minha forma preferida de segurar o lápis de cor), você pode obter tons mais claros e cobrir áreas maiores do desenho.
Espero que tenham gostado desse passo a passo. Acredito que vocês já perceberam que mesmo um material simples pode nos oferecer resultados que valorizam a textura do papel e que no fim, geram trabalhos bonitos.

Até a próxima. 

2 comentários:

  1. Mesmo você tendo dito que não gostou do resultado lá no começo do post, tenho que dizer que está fantástico! Você deu bastante atenção à iluminação do personagens com aqueles tons azuis na pele e à coisa do charuto na barba... ficou ótimo. :) Parabéns também por conseguir tirar o melhor de um material que, a primeira vista, parece mediano ou insatisfatório.

    Acho que realmente com esses lápis de mina mais dura, o que faz muito a diferença é a quantidade de textura no papel, porque como eles não deixam muito pigmento, pelo menos não saturam o papel muito rápido, diferente do que acontece com papéis de gramatura baixa e sem muita texturização.

    Ficou ótimo esse desenho, Mateus! Vamos caminhando pra fora desses bloqueios. :)

    Abraços

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    Respostas
    1. Obrigado Joyce! Tive que respirar esses lápis por uns dias para fazer o desenho, acho que não vou fazer isso novamente, dá muito trabalho.

      Isso mesmo, o papel salva este tipo de material. Em papeis com gramatura mais baixa, o resultado não me agradou muito.

      Caminhando a passos incertos, mas vamos!

      Abraços!

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Um abraço e até breve.