26 de ago de 2015

Lápis de cor - BIC Evolution

Sejam bem vindos! 



Nessa postagem, vocês vão me acompanhar em mais uma análise de material e o item avaliado foi o lápis de cor BIC Evolution (24 cores) escolar. Ele é o primeiro item da lista, em seguida temos o Faber-Castell (24/48 cores) escolar, Faber-Castell (24 cores aquareláveis) escolar, Derwent Watercolour (12 cores aquareláveis) profissional e o Koh-I-Noor Hardtmuth Mondeluz (4 cores aquareláveis) profissional.

Resolvi adiantar a postagem sobre lápis de cor por causa da moda de livros para colorir. Eles estão dando o que falar e caso não saiba, você não precisa gastar rios de dinheiro para brincar com eles.

Encontrei o vídeo a seguir, no canal oficial da BIC. É um vídeo promocional dos lápis de cor BIC Evolution, confiram!


Essa postagem não é patrocinada! Os lápis de cor da BIC Evolution que possuo, recebi de presente da minha sogra. Nunca fiz uma postagem sobre eles por que não tenho costume de usar esse tipo de material.


Classificação

Para começar, vamos falar sobre a classificação dos lápis de cor, que nesse primeiro nível, basicamente os divide em dois tipos, os profissionais e os amadores(escolares).

Observe na imagem ao lado um organograma que demonstra basicamente como pode ser classificado um lápis de cor:

Os lápis de cor da BIC Evolution possuem invólucro de plástico, altamente resistente e maleável. Diferentemente dos lápis comuns, quando são quebrados, esses lápis não liberam lascas que podem ferir sua mão ou rosto. A cor do invólucro é similar à de madeira.

Esses lápis fazem parte da linha escolar da BIC e são produzidos da mesma forma que é produzido o lápis HB BIC Evolution (veja no vídeo a seguir) e assim como seu predecessor, eles são muito resistentes à quedas.



Aparência

Os lápis de cor da BIC, assim como a maioria dos lápis de cor escolares, são vendidos em embalagens de papel cartão, uma solução barata e simples. Aceitável, se pensarmos que o público alvo destes materiais geralmente guarda seus lápis em bolsinhas.

Os lápis de cor são pintados com uma cor bem aproximada à de suas minas. Em dourado, é impresso tipo “hot-stamping” a marca da BIC, a classificação France e o modelo Evolution.

Infelizmente, não há nenhum tipo de marcação de número ou nome de cor para esses lápis, um ponto negativo para a BIC. Se compararmos à Faber-Castell, onde todos os lápis são
numerados, mesmo os escolares. Até encontramos em alguns lápis da BIC, alguns números quase ilegíveis, que acredito representarem os lotes de fabricação.


Custo

Os lápis de cor da BIC são “baratos”, a caixa com 24 cores custa cerca de R$ 19,00 . A caixa escolar da Faber-Castell custa cerca de R$ 22,00. Assim como os lápis da Faber-Castell, os lápis da BIC podem ser encontrados em qualquer papelaria.

Comportamento

Os lápis de cor da BIC são escolares, ou seja, não foram produzidos para trabalhos profissionais, por isso suas minas são mais duras e resistentes à queda. Sendo assim, não exija deles o que não podem fazer.

Se fosse para classificar a maciez da mina desse lápis de cor, diria que ele recebe nota 1, ou seja, é o lápis de cor com a mina mais dura que testei. Observe a tabela ao lado.

Não confunda o grau de maciez com a qualidade do material. Esses lápis de cor não são ruins, são bons para o que foram projetados e podem ser usados profissionalmente também, tudo dependerá de você e do tempo que você quer que essa “obra de arte” dure.

A maior deficiência desse material, também é sua característica principal, esse excesso de dureza ou resistência da mina. Isso faz com que o material entregue cores muito claras, o que pode ser um problema para alguns ou o paraíso para outros.

Utilizando esses lápis no suporte ideal e é bom você testar em todos, você irá obter resultados fantásticos de valorização de texturas. Também não adianta utilizar força excessiva com esses lápis, a mina é dura o suficiente para aguentar sorrindo o peso do braço, observem ao lado como gosto de utilizar eles. Essa dureza gera outro ponto positivo, eles “nunca vão ser gastos totalmente”,
é impossível.

Um ponto positivo e negativo desses lápis de cor é o fato de não utilizarem madeira no invólucro, mas sim plástico. É um ponto positivo por que a produção do lápis não causa desmatamento, legal ou ilegal e faz o lápis ficar mais resistente, o que permite que ele seja apontado por qualquer apontador, seja profissional ou não.
Mas é negativo, por que dificilmente esse lápis será reciclado e o plástico não é biodegradável.

Conclusão

Os lápis possuem minas duras com cerca de 3 mm de espessura, são resistentes e baratos e são indicados para uso escolar. Mas não adianta colocar esses lápis na mão do seu filho e falar com ele: – Se vira! Você até pode usa-los profissionalmente, mas não se esqueça que os trabalhos feitos com esses lápis não são tão duráveis quanto os que são feitos com lápis profissionais.

Momento, fico irritado com isso: Já passou da hora de aprendermos a utilizar corretamente esse material fantástico que é o lápis de cor e é no primeiro contato com ele que essas técnicas devem ser ensinadas. E é justamente nesse primeiro contato que o lápis de cor é negligenciado e rebaixado à um mero item da bolsinha escolar.

Você ensina seu filho a fazer contas matemáticas, mas não ensina para ele que para colorir com lápis de cor, ele precisa de paciência; precisa de camadas de cor e não de força; ele precisa deixar a área de branco reservada e que não adianta aplicar camadas de cor clara sobre cor escura.  Vamos ensinar nossos filhos a valorizar a arte, talvez assim, abrimos os olhos deles para esse mundo fantástico e recheado de infinitas possibilidades.

E a dica que eu deixo é: Quer comprar esse material? Então aprenda os conceitos de colorir com lápis de cor antes! A mina é muito dura e se não for bem utilizada ou utilizada no suporte errado, os resultados podem ser frustrantes. Entenda de uma vez por todas, não é o material que se adapta à você, é você que deve entender como ele funciona para aprender a tirar o melhor dele.

Na próxima postagem, vou mostrar um passo a passo de um desenho que fiz utilizando esses lápis de cor. Também vou falar de algumas técnicas que podem ser utilizadas para colorir melhor e de forma mais prática.

Se ficar faltando alguma coisa ou se algo estiver errado, atualizo a postagem depois.

Até breve!

2 comentários:

  1. Legal seu post. Acho sempre bacana como você se dedica à procurar características técnicas nos materiais ao invés de falar sobre as suas impressões, que era basicamente o que eu fazia. Hahahaha. Parabéns!

    Essa coisa da mina errada pro trabalho foi o que eu senti com a maioria dos lápis apagáveis que testei. Infelizmente não cheguei a completar meu ciclo de postagens falando sobre os da Staedtler e sobre os Prismacolor (preciso fazer isso uma hora dessas), mas foi muito frustrante pra mim pegar os lápis apagáveis da Faber-Castell esperando fazer uma coisa e descobrir que era impossível. ^^"

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    1. Compartilho do seu desprazer com relação aos Faber Castell e não sei o que fazer com eles. Tanto foi o desgosto que não fiz nem postagem sobre o assunto.

      Sou doido para testar os da Prismacolor, contudo como já estou abarrotado de material para avaliar, isso seria "uma futilidade para mim", eu gosto mesmo é de desenhar com grafite.

      Eu tento encontrar "defeitos" e qualidades nos materiais que para a maioria dos artistas não são importantes, mas que para mim são a cereja do bolo. E para diferenciar as minhas postagens das de outros blogs, tento deixá-la mais técnica, vou enfatizar, "tento".

      Obrigado pelo comentário Joyce! Você e as outras meninas estão nesse "mundo digital" a muito tempo, têm larga experiência, eu cheguei aqui ontem e sigo a sombra de vocês, nada mais que isso.

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Aguarde um pouco. Assim que eu ler seu comentário, ele será publicado e terei o maior prazer em respondê-lo.

Agradeço por comentar!

Um abraço e até breve.