28 de out de 2014

Lápis aquarelável – Técnicas

Saudações!

Até que enfim vou falar sobre as técnicas (muito simples) de lápis aquarelável que utilizo. Como vocês sabem, possuo um caixa da Faber Castell com 24 cores e são cores suficientes para qualquer tipo de trabalho.

Disse inúmeras vezes, o material é de uso escolar ou universitário, mas ele é de excelente qualidade. Como já devem ter percebido, levo a serio a relação custo / benefício quando o assunto é material de arte. ;D



Linha escolar completa.
Vou enfatizar! Será que surte algum efeito? O pincel que acompanha a caixa não é bom. Mas será que precisamos dele?

Lápis sextavados.

Você já conhece os lápis aquareláveis que utilizo. Agora, precisa aprender como não desperdiçar esse material, mesmo custando pouco (em relação aos materiais profissionais), desperdício é sinônimo de dinheiro jogado fora.

Para economizar a mina dos seus lápis, você precisa saber como apontá-lo da forma correta, ou seja, precisa de um estilete pequeno e de qualidade. Recomendo os estiletes da Olfa mas eles são caros, por causa disso você pode utilizar qualquer outra marca.

O formato da ponta do lápis é muito importante, ele influencia no rendimento do material e na técnica utilizada.

Não sei se a mina de todos os lápis aquareláveis são resistentes como estes, mesmo assim, inevitavelmente esses lápis cairão no chão. Apontar o lápis conforme a imagem a seguir, permite trabalhar com as três técnicas que conheço e ainda evita que a mina fique quebrando facilmente, depois vou explicar por que.


Assim que apontar os lápis conforme indicado, seguiremos com a lista de materiais de apoio.

Pincel com reservatório de água.
Pincel com pelo macio, de boi ou de marta.
Além do material citado acima, você irá precisar de um pano, espuma ou papel toalha, um copo ou uma tampa pequena com água e um godé.

1ª Técnica – A mais básica das técnicas consiste em friccionar o lápis contra o papel (para aquarela), fazendo com que o material libere uma parte da mina que por sua vez se aloja na superfície do papel.


Observe o retângulo no topo da imagem, utilizei as cores amarelo escuro (083) e verde claro (070). Comecei friccionando o lápis amarelo e continuei até depois da metade do retângulo, fiz o inverso com o lápis verde. O lápis verde sobrepôs o lápis amarelo.
Comecei a aquarelar da cor mais clara para a mais escura. Deslizando o pincel para cima e para baixo, da esquerda para a direita conforme a imagem a seguir:

Os círculos abaixo do retângulo demonstram a mesma técnica, mas empregada com quantidades diferentes de material.

2ª Técnica – Observe onde está indicado o número um na imagem anterior, a quantidade de tinta está bem concentrada. Para utilizar essa técnica, basta raspar a ponta do lápis com a lâmina do estile e dissolver os fragmentos da mina com a ponta do pincel embebido em água, por isso é tão importante manter a ponta do lápis grande, com esta técnica você não desperdiça nada da mina.
Você pode dissolver o pó sobre o papel ou com o auxílio de um godé. A mancha maior, ao meio, é a mistura do amarelo com o verde. Se tem costume de utilizar cores específicas nos seus desenho, recomendo utilizar essa técnica para deixar a cor pronta no godé, já que você pode misturar minas de cores diferentes para obter o tom desejado.

3ª Técnica – Observe onde está indicado o número dois na imagem anterior, a tinta é gradativamente dissolvida e espalhada no papel. Para fazer isso, basta friccionar a ponta do pincel molhada com água contra a ponta do lápis e aplicar no papel. Essa técnica é muito boa para se utilizar em detalhes.
Por causa dessa técnica, a mina e a madeira do seu lápis ficam sempre úmidos. Desta forma eles ficam mais fortes e resistentes à queda.

Algumas das cores que compõem a caixa.
Quase esqueci de dizer, se você utilizar muita água, a tinta do lápis aquarelável perde o poder de cobertura. Em seu estado mais espesso, a tinta tem "quase" o mesmo poder de cobertura do guache.

DICA: Sempre que utilizar uma cor, com auxílio do papel toalha ou do pano, limpe o pincel. Quando molhar as cerdas na água para dissolver a tinta, retire o excesso de água das cerdas com a borda da tampa ou do copo.

Não retire tinta da ponta do lápis com o pincel sujo!

Espere uma camada secar para passar outra, se preferir, já vi gente aquarelando com um secador de cabelo na mão para adiantar o processo. O calor da lâmpada da luminária também ajuda na secagem.

Pinceis de cerda dura, destroem a superfície do papel e não são indicados para essas técnicas. Pinceis com cerda sintética podem ser utilizados desde que sejam bem macios.

Utilize papel poroso e com gramatura preferencialmente acima de 200g.

Recomendo utilizar as três técnicas em conjunto, uma supre as fraquezas da outra.

Se ficaram com alguma dúvida, gentileza entrarem em contato, até a próxima.

2 comentários:

  1. Bem explicativo seu post!

    Que tal um tutorial sobre giz oleoso?

    Dê uma passada no meu blog!
    artistadefimdesemana.blogspot.com.br

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    1. Seja bem vinda Mari.

      Agradeço pela visita e pelo comentário. Essa é uma das postagens que estão na listagem de coisas à serem feitas.

      Mas só para adiantar, a Nane fez uma pintura muito legal utilizando giz pastel oleoso, ficou show mesmo, confira através do link: http://cappuccinocomnanechan.blogspot.com.br/2015/03/carpas-oleosas.html

      Vou conferir seu blog com certeza.

      Abraços e até breve.

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Agradeço por comentar!

Um abraço e até breve.