26 de set de 2014

Canetas nanquim – Descartáveis ou recarregáveis?


A tinta nanquim (português brasileiro) ou tinta da china (português europeu) é um material corante preto originário da China. É preparada com negro-de-fumo* coloidal e empregada em desenhos, técnicas aguadas ou na escrita.
* Pó-de-sapato, fuligem ou carvão.

Desenvolvida pelos chineses há mais de 2 000 anos, é constituída de nanopartículas de carvão suspensas em uma solução aquosa. Embora, normalmente, nanopartículas dissolvidas em um líquido se agreguem, formando micro e macro partículas que tendem a se depositar, se separando do líquido, os chineses antigos descobriram que era possível estabilizar a tinta nanquim pela mistura de uma cola (goma arábica) na solução com pó de carvão e água. Hoje, é possível entender que, ao se ligarem à superfície das nanopartículas de carvão, as moléculas de cola impedem sua agregação e, portanto, sua separação do seio do líquido.

A tinta nanquim é muito parecida com a tinta sumi, de origem japonesa para a arte sumi-ê que tem, como composição, fuligem, colas especiais (goma arábica), água e especiarias.
Fonte: Wikipedia (adaptada)

Depois de lhe economizar uma visita à Wikipedia, vamos seguir com o post.

CANETAS DESCARTÁVEIS

UniPin Fine Line

O primeiro contato que tive com tinta resistente a água (tinta indelével/nanquim) foi através da caneta UniPin Fine Line da Mitsubishi e logo no início, foi amor ao primeiro traço.
Sempre utilizei os modelos 0.05, 0.2 e 0.8 e acredito que essas espessuras são suficientes para qualquer tipo de trabalho.


Gosto muito das canetas UniPin por causa de sua escrita suave. A ponta de náilon, desliza tão bem sobre o papel que lembra as canetas esferográficas.



Existem muitos modelos de canetas com tinta resistente a água descartáveis, por exemplo a Sakura Pigma Micron, a Copic Multiliner e a Faber Castell Pitt.




Essas canetas são muito práticas, pois não fazem sujeira, durão um bom tempo e podem ser facilmente adquiridas em praticamente qualquer loja de materiais de desenho ou papelaria. Contudo este não é o detalhe mais importante, saiba que elas não entopem, vazam ou ressecam como as canetas recarregáveis e as canetas tinteiro.

CANETAS DESCARTÁVEIS - COMPARATIVO
MODELO
VALOR*
 Pelikan¹  R$ 8,00
 UniPin  R$ 9,48
 Sakura Pigma Micron  R$ 11,60
 Staedtler MarsGraphic  R$ 12,50
 Copic MultiLiner  R$ 13,50 a R$ 15,20
*Valores aproximados.

¹ - Sugestão da Joyce, conheçam o blog dela clicando aqui.

Além das canetas descartáveis que possuem traço preciso, você também pode contar com as canetas tipo “brush” ou se preferir, com ponta de pincel. Não vou falar sobre elas agora e antes que comecem a reclamar, esse item será esmiuçado nas próximas postagens sobre nanquim.

CANETAS RECARREGÁVEIS

Trident Desegraph



Meu contato com esse tipo de caneta é recente, muito recente mesmo. Isso porque se comparada à caneta descartável, o preço da caneta recarregável da Trident é muito salgado, em média R$ 45,00, já que o valor varia com a espessura de sua ponta. As mais finas chegam à casa dos R$ 47,00. Calma, apesar de ser cara, ela justifica o preço e muito bem.

Comprei uma Trident Desegraph 0.2 e estou adorando a experiência. A marca disponibiliza canetas nas espessuras de 0.1 a 0.8, 1.0, 1.2 e 2.0. Disponibiliza também manual com informações sobre a montagem da caneta, a limpeza e a recarga. Gostei da engenhosidade dessa caneta, o corpo tem uma fenda inferior em formato hexagonal que pode ser utilizada para desmontar o sistema da ponta.

Manual de uso - Frente

A embalagem em papel cartão acomoda perfeitamente a caneta e o manual. Apesar de ser feita de metal, a ponta é muito sensível, tome cuidado com ela e em hipótese alguma deixe essa caneta cair no chão. Um material de qualidade e preço tão alto como este merece mais atenção.

Manual de uso - Verso

Copic Multiliner SP



Elas custam R$ 24,90, praticamente metade do preço da Desegraph. Uma das diferenças está na recarga da caneta, realizada através da troca de refis que custam R$ 9,90. 
O corpo desta caneta é feito de alumínio fosco, resistente e leve, o da Trident é de plástico duro, contudo, facilmente quebrável.


A Multiliner é disponibilizada em diversas espessuras de traço (veja a seguir) e caso você tenha algum problema com a ponta, você pode comprá-la separadamente por R$ 9,90. 

Refil
Ponta
A ponta da Multiliner SP desliza suavemente sobre o papel, talvez até mais que as UniPin, ponto positivo para as duas. – Também já utilizei a Sakura Micron, mas achei a ponta desta caneta mais áspera, ou seja, ela não desliza tão bem sobre o papel. – O produto é caro em relação às canetas descartáveis, más foi desenvolvido para durar e é Copic, uma marca conceituada e premiada mundialmente. 

O último traço foi feito com a caneta Copic Multiliner SP BS,
ou seja, é uma caneta recarregável com ponta tipo pincel. 
Outro ponto positivo da Multiliner é a tinta, que é de excelente qualidade e tem alto poder de cobertura e o mais importante, é resistente a água como todas as tintas tipo nanquim.

Vamos voltar à Desegraph.

Pontos positivos

  • Ela é muito precisa.
  • A tinta flui sem interrupções.
  • Ainda não tive problema de entupimento de ponta. O fabricante diz que a tinta dura cerca de 4 meses dentro da caneta sem secar e ainda disponibiliza o detergente desencrustante DET-100 para limpá-la caso isso aconteça.
  • O sistema de vedação desta caneta é perfeito.
  • A carga dura mais do que imaginava ser possível, levando em conta o tamanho do reservatório, muito pequeno para o meu gosto.
  • Ela é bonita, confortável e muito prática.
  • Deve ser recarregada com tinta nanquim própria para canetas recarregáveis (elas são menos espessas que as tintas nanquim padrão).

Pontos negativos

  • Estou acostumado com a maciez da ponta das UniPin, como a Desegraph tem ponta de metal, ela arranha o papel assim como os bicos de pena. Sinceramente não gosto disso, por que se o papel for fino demais, ela pode furá-lo. Contudo, há uma solução muito simples, basta inclinar levemente a caneta para que o traço flua sem rasgos ou furos.
  • Percebi que a caneta começa a vazar pelo respiradouro depois de um tempo. Não entendia por que, então parei de utilizá-la. Mas fiquei irritado por causa disso, e resolvi voltar a usar a caneta e percebi que quando carrego ela comigo, ela vaza, quando deixo ela em casa, em um pote com a ponta voltada para cima, ela não vaza, mesmo quando utilizo ela por muito tempo.

Conclusão

Para quem viu esse post a um tempo, sabe que não estava utilizando a caneta por que ela estava vazando. Mudei a forma de utilizá-la e isso parou de acontecer. E a solução é simples: deixe a caneta onde você a utiliza com maior frequência, de preferência, com o bico virado para cima. Manter a caneta dentro da bolsa, balançando, más sem ser utilizada, deve interferir em seu funcionamento a ponto de vazar.

Enfim, se você analisar bem, a Copic Multiliner é mais barata, mas o refil é 25% mais caro que o vidro de 20 ml de tinta nanquim da Trident, que possui cerca de seis vezes mais tinta que o refil da Copic Multiliner.

A Desegraph é mais cara, mas a recarga compensa o preço, só a portabilidade é que deixou a desejar, infelizmente. No fim das contas, apesar de ser mais em conta comprar a Desegraph, prefiro utilizar as canetas descartáveis UniPin ou as recarregáveis da COPIC. 

BICOS DE PENA

Quem gosta de nanquim, sabe qual é a emoção de utilizar uma caneta bico de pena. Gosto do som da pena arranhando o papel, mas não gosto do efeito destrutivo que isso tem. Dependendo do papel utilizado e do peso da sua mão ou do bico, é fácil furar a folha e perder um bom desenho. Gosto do cheiro da tinta e do relevo (mínimo) que ela deixa sobre o papel. Outra coisa idiota que gosto no nanquim é a sensação que tenho quando molho o bico de pena na tinta e começo a fazer os contornos (algo que remonta aos escribas europeus), más chega de enrolação.

A primeira coisa que você vai precisar é do cabo para pena de caligrafia e no mercado você vai encontrar um infinidade de modelos e preços. Os mais básicos (Keramik), são leves, duradouros e baratos, cerca de R$ 10,00.

Você pode contar com uma variedade enorme de penas para caligrafia. Para desenho você só precisa de uns cinco modelos desse enorme catálogo. Esses bicos custam cerca de R$ 7,00 a unidade. Se você não perder o bico e limpar sempre depois de utilizar, você não vai precisar comprar outro nunca mais.

Existem também os bicos de ponta arredondada e chanfrada, especiais para caligrafia. Geralmente esses bicos não podem ser comprados separadamente, apenas em kits para essa finalidade.

Os modelos que recomendo para desenho são:
  • Bico mosquito (não dê risadas) – É o bico mais fino e frágil que você vai encontrar. Ideal para fazer detalhes ultrafinos. Essa pena já vem com cabo, mas não é muito bom, dependendo da marca. Observem no fim da postagem como fiz a adaptação deste bico de pena.


  • Pena caligráfica 234 - 3 e/ou 232 - 2 - Ideal para preencher grandes áreas ou para traços mais largos.


  • Pena caligráfica 30 - Ideal para traços com variação de espessura.


  • Pena caligráfica Leonardt 41 - Ideal para traços com variação de espessura, é mais macia que a pena caligráfica 30.


  • Pena caligráfica G - Ideal para traços com variação de espessura, é a mais famosa do mercado.


Se você não gostar desses modelos, tente utilizar outras pontas, talvez, algum modelo pode lhe fornecer traços melhores ou mais indicados para seu tipo de trabalho.


Ainda não tive a oportunidade de testar o bico de pena feito com bambu. Também não testei as penas especiais para caligrafia, os modelos com ponta em formato chanfrado, círculo e largo para poster.


Você vai precisar da tinta nanquim também, como esse post ficou muito grande, isso vai ficar para a próxima postagem.

ADAPTAÇÃO - Bico de mosquito

A adaptação foi bem fácil de fazer, utilizei uma carcaça de caneta UniPin 0.2. Removi a ponta, derreti e inseri o bico mosquito. Para finalizar, moldei a ponta com massa Epoxi, a fim de deixá-la mais confortável.


Removi também a outra ponta da caneta e reinseri invertida, com isso transformei a caneta em um cabo para bicos de pena. Para o acabamento, utilizei fita isolante.


Por fim, eis a adaptação finalizada, de uma lado, o bico de pena mosquito e do outro a pena caligráfica 30.


Tem uma estrutura em plástico transparente dentro da tampa da Unipin, removi essa estrutura e assim posso tampar o bico de pena para protege-lo.

Até breve.

38 comentários:

  1. Quando o assunto é arte final, minha preferência é sempre pelas canetas nanquim mesmo. A ponta suave e a variação de espessuras dá conta da maioria dos trabalhos sem maiores problemas.

    Tenho muito nervoso do barulho e da sensação da pena fina no papel, daí acabo evitando a pena mosquito. :P

    No texto da sua pesquisa fala sobre a diferença entre a tinta para sumi e a tinta chinesa, mas você saberia dizer qual é a diferença (se existe) entre a chinesa e a indiana?

    Andei pesquisando a esse respeito ultimamente e não descobri nada...

    Sobre as canetas descartáveis, tem no mercado também uma tal de Pelikan. O preço gira em torno de R$ 8,00.

    Muito legal seu post!

    Abraço

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado pelo comentário Joyce.

      Bom, a pena arranha o papel e irrita um pouco mesmo. Na seção gambiarras, vou falar sobre uma solução simples que encontrei para isso, não resolve completamente, atenua, mas já ajuda bastante.

      Como você deve ter visto, não me aprofundei muito na pesquisa da origem da tinta em si, queria mostrar os materiais que uso primeiro. Contudo, vou pesquisar para o próximo post e vou tentar falar sobre a diferença e a qualidade das tintas nanquim e sumi.

      Obrigado pela dica, essa caneta da Pelikan eu não conhecia, vou atualizar a tabela. :-)

      Agradeço a atenção.

      Excluir
  2. Mentira que a UniPin já tá quase 10 reais! Eu comprava por 6 e pouco e achava caro... bons tempos, que aparentemente não voltam mais! *suspira*

    Também desconheço diferença entre nanquim indiano e chines. Vou ver se acho algo sobre isso em algum lugar. Tenho um livro em casa que pode conter essa informação.

    Aguardo parte 2.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nó Nane, aqui em BH ela está muita cara, mas no fim das contas acaba compensando, ela é muito boa.

      Estou procurando também, ainda não achei.

      Até que enfim, parte 2 está liberada. Estou um pouco apertado esses dias, não estou tendo tempo para fazer as postagens, desenhar ou pensar nisso. ;-( Fazer o quê? Até breve.

      Excluir
  3. a caneta recarregável dá um preto mais forte do que a descartável

    ResponderExcluir
  4. Em tese sim, para mim é apenas uma sensação visual. Como a caneta recarregável utiliza o nanquim puro e as descartáveis uma solução (que precisa ser líquida o suficiente para escorrer pelo feltro e que depois de entrar em contato com o ar se torna impermeável) que trabalha como o tinta nanquim, a sensação que tenho é de que a tinta de vidro preenche melhor a área. Mas vai depender da marca que você utiliza. Não gosto muito das canetas Sakura por isso, quando apago o traço de lápis, a parte superficial de nanquim também vai embora. Se você esperar o nanquim secar, isso acontece, mas com uma intensidade menor. Gosto especialmente das canetas das marcas UniPin e Copic Multiliner. O conselho que deixo é, faça testes até encontrar a que melhor atende às suas necessidades e se mesmo assim isso não acontecer, o jeito é utilizar o nanquim de pote mesmo.

    Obrigado pelo comentário, espero ter sanado sua dúvida.

    ResponderExcluir
  5. Sempre tenho problemas com minhas canetas nanquim :( mas, com certeza, porque estou fazendo alguma coisa de errado no momento de usa-las. Costumava usar as da Sakura, e parei de comprá-las juntamente por causa deste problema. Recentemente comprei uma UniPin Fine Line, e pra variar tô com o mesmo problema. Bom, o que acontece é que mesmo quando a caneta está com bastante carga de tinta, ela simplesmente não funciona, como se a tinta não alcançasse a ponta. Eu estou postando isso na esperança de que alguém me diga como salvar minhas filhinhas hahaha Sabe se existe algum cuidado especial ou se há como recuperar essas benditas pontas?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado por compartilhar suas dúvidas conosco.

      Observe como você utiliza essas canetas e fique atenta(o) aos seguintes detalhes:
      - Não aplique muita força no traço, isso pode danificar a ponta permanentemente (eu fiz isso) desgastando sua superfície ou simplesmente quebrando o feltro.
      - Dependendo do desgaste da ponta da caneta ou da marca, utilizá-las inclinadas demais faz com que não funcione corretamente. O feltro parece estar envolto em uma película de plástico ultrafino, se você inclinar a caneta demais, o plástico entra em contato com o papel e a tinta não flui pelo feltro.
      - Troque de marca de caneta, como isso não resolveu, troque de fornecedor.

      Infelizmente não consegui restaurar canetas descartáveis, já tentei de diversas formas. Certa vez até vi um cara desmontando uma Sakura Micron e invertendo o feltro dela de ponta cabeça. Não sei como ele fez aquilo, comigo não deu certo e a caneta foi pro lixo. Ele dizia que a caneta funcionava perfeitamente. O feltro da ponta é muito sensível, qualquer tremor e você perde ele na hora de abrir a caneta, então não sei se vale tanto à pena assim tentar recuperá-lo.

      Eu recomendo comprar as canetas recarregáveis da COPIC, a tinta é de excelente qualidade e dura muito tempo, além disso, todos os modelos possuem pontas para reposição.

      Não sei se ajudei muito, mas agradeço por compartilhar suas dúvidas conosco.

      Excluir
  6. Eu tenho uma Desegraph 0.3, mas não sei como usá-la. É preciso de um bico de pena?

    ResponderExcluir
  7. Obrigado por compartilhar suas dúvidas conosco.

    Como disse na postagem, a Desegraph é uma caneta brasileira que pode ser recarregada com tinta nanquim. Observe mais ou menos na metade do corpo da postagem, tem o manual de uso dessa caneta lá.

    Bico de pena você pode usar com cabos específicos para esse tipo de material. Leia o fim da postagem.

    ResponderExcluir
  8. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  9. crus crediles , tencquiu veui mate tamo junto
    o mai good

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não sei se entendi 100% do que escreveu, mas agradeço mesmo assim. Tmj! XD

      Excluir
  10. Boa noite... estou querendo investir em um estojo.
    estava olhando algumas marcas... a staedtler é uma boa marca?

    Obrigada!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa noite!

      Nunca utilizei o kit de canetas da Staedtler, mas depois que vi seu comentário, olhei na internet e comparei com o kit de canetas da Unipin (qualidade que eu posso atestar), a diferença de valor foi de mais ou menos R$ 8,00. Acesse o site da Kalunga, o preço está muito bom lá.

      Você também pode entrar em contato com a Lidiane Dutra (www.lidydutra.com) ela é muito atenciosa e é super gente boa. Você também pode acessar essa postagem dela: (http://www.lidydutra.com/2011/05/testei-e-aprovei.html) Enfim, ela já testou essas canetas e pode lhe informar melhor sobre a qualidade delas.

      Agradeço pela visita e por entrar contato e espero ter ajudado.

      Excluir
    2. Só um acréscimo, se você estiver com dinheiro sobrando (kkk), acesse o site da COPIC e estude a possibilidade de montar um kit recarregável Multiliner SP. Com 3 opções de ponta, você consegue trabalhar qualquer tipo de arte. Isso sem contar o fato dessas canetas serem perfeitas e recarregáveis. Isso é bom para o seu bolso e para o meio ambiente.

      Excluir
  11. Matéria interessante. Eu já não ligo tanto para materiais, desde que o resultado me agrade.
    Utilizo uma caneta nanquim "genérica" chamada Liquid Ink Aihao Roller-Tip Pen (a tinta é forte, mas dá uma pequena enfraquecida ao passar borracha, portanto dou uma "segunda mão" por cima da arte-final com nanquim usando caneta preta comum (no caso a Compactor 07).
    Já cheguei a usar algumas marcas que vc citou mas gostei mais da que uso atualmente, mesmo não sendo profissional, dá pro gasto.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa Danilo! Conferi o material do seu WordPress (One Wolf Comic). Tá de parabéns!

      Procurei a caneta que citou, ela se parece muito com a UniBall Eye da Mitsubishi. E você encontra ela com duas opções de ponta, Fine e Micro. Aqui no blog tem inclusive uma resenha sobre o modelo Fine, a Micro é a mesma coisa, só que possui ponta mais fina. Eu acredito que elas podem ser muito úteis para você. Outras indicações seriam as Stabilo e as Paper-Mate Flair, mas acredito que você já conheça essas marcas.

      Isso que você disse é super válido, não é obrigatório usar as canetas citadas na postagem para todo tipo de trabalho, depende da técnica que utilizamos. Por exemplo, quando o assunto é colorir com lápis de cor, qualquer caneta preta serve para fazer o contorno.

      Gosto muito de utilizar a Posca para refazer alguns contornos, ela escreve sobre qualquer tipo de material.

      Acho que me estendi demais.

      Obrigado pelo comentário e até mais.

      Excluir
  12. Nas aulas de desenho técnico a minha pena 0.2 da desegraph vazou e a de outros colegas também. O problema não está na posição, bastou dar uma apertadinha mais na pena que parou. As minhas nunca mais vazaram! E olha que elas dão mil e uma cambalhotas e chacoalhadas ao longo de cada semana. Por algo motivo, as penas mais finas tem maior tendência a vazarem. ;)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Então eu jogo a toalha pra luta com a Desegraph. A minha continua funcionando sem vazar, desde que eu respeite àquelas "regrinhas" que inventei.

      O que vc chama de apertadinha? Enroscar mais o estrutura da ponta / tampa ou amassar levemente a ponta?

      Ao menos, de um jeito ou de outro elas continuam funcionando perfeitamente sem entupir e isso já é muito importante.

      Sinta-se em casa para comentar quando quiser e obrigado pelo comentário Tainá.

      Excluir
  13. Utilizei canetas técnicas recarregáveis durante muito tempo e elas vazam mesmo se transportadas de maneira inadequada. Opte por transportá-las sem tinta. Caso tenham tinta, coloque-as na posição vertical com a ponta pra cima e por curtas distâncias. Mudanças de temperatura também farão com que a tinta vaze, mesmo na posição correta de transporte. Portanto, nada de deixar as canetas dentro da bolsa num dia quente. É abrir e descobrir que tá tudo borrado.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Boa Sandro. Valeu pelo comentário, acrescenta demais.

      Excluir
  14. Oi Mateus, conheci seu blog ontem, eu e um amigo estávamos com dúvidas sobre canetas nanquim e paramos aqui... (Confesso que já li vários posts). Parabéns pelo blog, tenho uma história parecida com a sua sempre fui incentivado a desenhar desde cedo porém na adolescência também parei de produzir(os hormônios como sempre kkk), agora deu um boom na minha cabeça e voltei com tudo, aprendendo técnicas e materiais novos, meu objetivo é aprender mais sobre desenho realista e partir para tattoo assim que me sentir seguro. Aí passei para comentar como incentivo mesmo, abraço. :)

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Seja bem vindo Douglas!

      Fazer o quê, é a vida. Agradeço, pelo comentário. É bom saber que o conteúdo está sendo útil. Que bom que voltou a desenhar, acho fantástico quem tem habilidade e paciência para fazer desenho realista, eu nem tento. kkk Depois procura no youtube os vídeos do Cleison Magalhães ou da Heather Rooney, eles são fera em desenho realista com lápis de cor.

      Agradeço pela visita, fique à vontade, digamos assim, a casa de vocês.

      Abraços!

      Excluir
  15. Consigo comprar nanquim aonde em BH?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Seja bem vindo Matheus Aquino.

      Você pode comprar em seis locais que conheço:

      Copiadora Universal - Rio de Janeiro - 478 - 32071400
      Copiadora Brasileira - Av. Afonso Pena 1148 - 32741144
      Copiadora Delta - Rua Goitacazes, 165 - 32242188
      ArtesGerais - Rua Tupis, n.º 25 - Sobre loja 207 / 227 - 32227195

      A papelaria Orion, também tem muita coisa barata, mas o foco não é material de arte. Rua Rio de Janeiro, 227 - 32247214

      E por fim, o reduto dos artesãos Belo-Horizontinos é a Galeria do Ouvidor. – http://www.galeriaouvidorbh.com.br/ Lá você encontra de tudo para artesanato, mas o foco não é material artístico é artesanato.

      Essas são as que conheço, com certeza tem mais lojas.

      Agradeço pelo comentário, espero ter ajudado.

      Abraços!

      Excluir
    2. Bem entrei no post de gaiato, e me serviu muito, visto que sou novo em BH e ainda não conheço muito a cidade, e procurava justamente canetas e tinta nanquim...obrigado

      Excluir
    3. Comprei a caneta aqui em BH e gostaria de deixar minha experiência com o pouco de uso que fiz dela, já fiz alguns ensaios com e digo que vale a pena, boa de usar e de limpar. Modelo Desegraph 0,5 (trident), que paguei em torno de R$60,00 (dá para encontrar mais barata) possui um traço forte sem muitas falhas (as vezes é necessário balança-la na vertical para fazer com que o embolo que segura a tinta desça). O único ponto pra quem vai comprar uma é que defina bem o tipo de uso e necessidade pensando na espessura do traço desejado, pois a que possuo é 0,5 e seu traço é um pouco "grosso" para certos detalhes e ótima para preencher áreas médias do desenho. Hoje pretendo comprar outra com a ponta mais fina (0,2 talvez). Outro ponto que a compra da caneta me ofereceu foi quanto a qualidade da tinta que uso, acredito que como a maioria, uso a tinta nanquim da Acrilex, e quero experimentar outra marca como a Talens, que segundo li é mais densa ou concentrada quando comparada com a da acrilex, o que deixaria as áreas bem mais fortes sem necessidade de repassar a caneta para reforço da área pintada, porem bem mais cara (Por volta de R$ 38,00 aqui em Belo Horizonte, se eu comprar volto aqui e deixo minha opinião sobre a tinta também).

      Excluir
    4. Que bom que gostou Marcus, eu tbm gosto muito da minha e tenho vontade de comprar outro modelo com espessura acima da 0.2, mas estão muito caras. Infelizmente, utilizo ela menos do que queria, não gosto de carrega-la na mochila, para não ficar vazando. Mas em casa, sempre utilizo minha Trident.

      Atualmente, estou esperando a minha tinta da Trident acabar para comprar uma nova, talvez até anime ($$$) comprar um potinho de Talens. Mas eu queria mesmo era testar a tinta para caneta da Staedtler.

      Obrigado pelo comentário.

      Excluir
  16. Adorei o post, muito util! Assim como voce, também comecei a desenhar na infância e posteriormente entrei num LONGO hiato (desde 2009 pra ser mais precisa). Haha, no meu caso, eu produzia bastante quando era adolescente xD E DBZ também fez parte da minha historia, mas no meu caso, eu sempre gostei de desenhar foi as mulheres do anime! kkk

    Enfim, ótimo post, eu estava perdida em relação a caneta (estava me virando com uma BIC preta mesmo kkk). Acho que por hora irei arriscar com a Unipin, já li muitas resenhas favoráveis.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Seja bem vinda Stefany.

      DBZ é mito, faz parte da infância de muita gente e o mais legal, é atemporal. Meu sobrinho, por influência minha, hoje também é fã do desenho e ele só tem onze anos.

      Agradeço! As Unipins são uma ótima forma de começar a usar tinta tipo nanquim, custam pouco e são confiáveis. Contudo, como esta acostumada com as canetas BIC, recomendo conferir essa postagem também: http://www.mateuscena.com.br/2015/10/uni-ball-eye-fine-resenha.html É a única caneta que conheço que possui tinta tipo nanquim e que é esferográfica assim como a BIC.

      Abraços!

      Excluir
  17. Olá.

    Tenho uma Staedtler Marsmatic 700, acho que essa marca não fabrica mais recerregáveis pois não encontro em nenhuma loja online (Brasil), ela é superior às Trident pois na sua ponta tem um "anel" plástico então ela é mto suave e deslisa bem no papel ao contrário das Trident q tem a ponta toda de metal, por isso enrosca em alguns papeis.
    As recarregáveis vc usa uma tinta superior às descartáveis e da cor que quiser, no final acho q sai mais barato. Fiquei curioso com as Copic, mas a carga + frete a torna uma opção cara tb.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Luciano, obrigado pelo comentário.

      Realmente, ouvi falar sobre essa caneta, mas não encontrei para comprar dela aqui, acho que no exterior é possível encontrar dela. Tentou procurar em lojas de material de arte físicas? Talvez eles têm estoques antigos (vou fazer isso depois).

      A COPIC é sem dúvida um ótima opção, apesar de ser cara. Mas o custo compensa depois, é um material muito bom.

      Abraços!

      Excluir
    2. Cara, viajei no lance do anel plástico, usei a caneta hj e não é um anel, a ponta é de metal mesmo, mas parece q é "polida" por isso desliza mais fácil. Desculpe o mal entendido.

      Qto a lojas físicas, moro em cidade pequena então é complicado um material mais específico como esse. Abraço.

      Excluir
  18. oii! Eu vi esse post e preciso muito de ajuda! eu faço meus desenhos com a lapiseira 0.3 no papel vegetal, e depois passo por cima com a caneta nanquim da Macron da Sakura. O problema é que a caneta não dura, acaba muuuito rápido, tipo no primeiro desenho. O que posso estar fazendo de errado? eu não pressiono mto ela :(

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Seja bem vindo(a)!

      Olha, se a ponta for muito fina, poderia ser excesso de força. Contudo, se você estiver pintando o desenho com tintas como, aquarela ou guache, antes de fazer o lineart, pode ser que essas tintas estão liberando material e entupindo o feltro das suas canetas. Se for esse o caso, uma medida extrema, seria lixar suavemente a ponta do feltro, ou manter a caneta inclinada a um ângulo de 90° para desenhar, mas geralmente, se for esse o caso, a caneta se perde mesmo.

      Inclusive, já joguei caneta gel branca fora, por causa de detritos de tinta aquarela de baixa qualidade.

      Outra possibilidade, seria o papel estar liberando algum tipo de material como cera, que pode entupir a ponta da caneta. Já observou se esse problema ocorre com outros tipos de papel?

      Ao invés de utilizar papel vegetal para transferir o desenho, já experimentou mesa de luz e papel 75g ou 90g?

      Em último caso, e eu nem sei se isso é possível, pode ser o lote da caneta que esta com defeito. Já experimentou testar outras marcas?

      Canetas com pontas muito finas, liberam muito pouca tinta mesmo, no começo é estranho, mas depois acostuma-se com isso, elas são para detalhes ultra finos. Às vezes, ela nem estragou realmente, observe se o problema ocorre com pontas mais grossas.

      E se no fim, nenhuma das sugestões resolver, sugiro trabalhar nesse papel, com canetas de nanquim Uniball, elas não possuem feltro, mas sim esferas metálicas na ponta e deslizam suavemente em qualquer papel. Aqui no blog eu falo sobre elas, confira a guia de materiais.

      Fico aguardando o seu retorno.

      Abraços!

      Excluir
    2. PS.: as canetas com ponta de pincel também seriam soluções para essa situação, mas elas geralmente são mais caras e são disponibilizadas em diversas espessuras de ponta. Então fica mais uma dica. Além disso, temos os bicos de penas. Então o leque de possibilidades é muito grande.

      Excluir

Aguarde um pouco. Assim que eu ler seu comentário, ele será publicado e terei o maior prazer em respondê-lo.

Agradeço por comentar!

Um abraço e até breve.